O Restaurante Universitário (R.U.) da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) deveria estar em reforma desde o dia 10 de março. Pelo menos foi isso que a administração da universidade anunciou. No entanto, quem passa pelo local encontra apenas um cenário de abandono, marcado pelo silêncio sepulcral de uma obra que nunca começou.
A reforma foi uma conquista arrancada a duras penas pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) "17 de Setembro" – Gestão "Um Passo à Frente", que enfrentou perseguições e processos administrativos simplesmente por denunciar o sucateamento do restaurante. Em 2024, diante do descaso da gestão do reitor Fernando Carvalho e da incompetência da Pró-Reitoria de Assistência Estudantil (PROAES), comandada por Danilo Lopes, o DCE precisou recorrer ao Ministério Público Federal (MPF) para garantir que as denúncias fossem apuradas. A resposta da universidade? Anunciar uma intervenção sem qualquer transparência sobre o que seria feito.
REFORMA FANTASMA: O QUE A UFMA ESCONDE?
Se a reitoria quisesse apenas calar as críticas, conseguiu. Não porque tenha feito algo digno de reconhecimento, mas porque o R.U. está mergulhado em um abandono tão profundo que o único som que se ouve é o da água da chuva escorrendo pelo chão. A promessa de reforma não passa de um fantasma: nada foi feito, nada foi iniciado, e os estudantes continuam sem acesso a uma alimentação acessível dentro da universidade.
Enquanto isso, os alunos que permanecem na UFMA durante o período de férias, muitos deles em situação de vulnerabilidade, se veem obrigados a pagar preços exorbitantes para conseguir se alimentar. A decisão de fechar o R.U. sem oferecer alternativas concretas escancara o desprezo da administração por aqueles que mais necessitam da assistência estudantil.
DANILO LOPES: O ROSTO DA INCOMPETÊNCIA NA PROAES
Se há alguém que carrega o mérito desse caos, esse alguém é Danilo Lopes. Sob sua gestão, a PROAES se transformou em um verdadeiro campo de desmandos, onde a assistência estudantil é tratada como moeda de troca e as necessidades dos alunos são ignoradas. Não é de hoje que Danilo Lopes acumula críticas, seja pela falta de planejamento ou pelas suspeitas de beneficiar grupos políticos específicos dentro da universidade.
O fechamento do R.U. sem planejamento adequado não foi um erro de cálculo, foi um ato deliberado de negligência. E o resultado disso é claro: estudantes abandonados, sem a principal ferramenta de permanência acadêmica, enquanto a reitoria se esconde atrás de promessas vazias.
ATÉ QUANDO?
O DCE "17 de Setembro" segue na linha de frente dessa luta, fiscalizando cada passo (ou a ausência deles) dessa suposta reforma. A comunidade acadêmica não pode aceitar calada esse teatro de incompetência. O R.U. não pode continuar sendo um símbolo do deMscaso da UFMA com seus próprios estudantes.
Até quando a universidade vai ignorar aqueles que mais precisam? Até quando a gestão de Fernando Carvalho e Danilo Lopes vai tratar a assistência estudantil como um problema secundário? O silêncio do R.U. é ensurdecedor, mas a resistência dos estudantes será ainda mais forte.
Em tempos 1: Recentemente, surgiu uma curiosidade sobre a reforma do Restaurante Universitário (R.U). Uma empresa foi contratada por dispensa de licitação para realizar serviços de manutenção na refrigeração, caldeiras, instalações elétricas, entre outros. Após concluir o trabalho, foi dispensada, mas o empresário responsável, André, afirma ter investido uma quantia significativa e ainda não recebeu o pagamento prometido por Danilo Lopes e Marcos Moura. Ele informou que enviará até o fim do mês fotos e detalhes dos valores acordados. Agora, a UFMA enfrenta acusações de inadimplência e calote.
Em tempos 2: Ainda repercute a polêmica envolvendo a votação dos conselhos universitários, especialmente a nomeação de conselheiros pro tempore e de alunos que possuem processos na Polícia Federal. A situação tem gerado debates e críticas, com muitos apontando que a gestão de Fernando Carvalho prejudicou a imagem acadêmica da UFMA.