A Universidade Federal do Maranhão atravessa um dos períodos mais desgastantes de sua história recente. Em diversos campi, estudantes convivem diariamente com problemas estruturais, falhas na assistência estudantil, precarização de serviços básicos e uma sensação crescente de abandono institucional. No centro dessa crise está a gestão do reitor Fernando Carvalho, marcada pela ausência de liderança firme, pela dificuldade de diálogo com a comunidade acadêmica e pela incapacidade de garantir controle efetivo sobre as pró-reitorias da universidade.
Os problemas não são isolados. Eles se acumulam em diferentes setores da UFMA e revelam uma administração fragilizada, lenta e desconectada das necessidades reais dos estudantes. A situação do Restaurante Universitário, as denúncias envolvendo assistência estudantil, as reclamações constantes sobre falta de respostas institucionais e o desgaste nos campi do interior demonstram que a universidade vive uma crise administrativa profunda.
Um reitor precisa liderar, fiscalizar, cobrar resultados e garantir que sua equipe esteja comprometida com a comunidade acadêmica. Porém, o que se vê hoje é uma gestão sem firmeza política e sem capacidade de coordenar de forma eficiente as pró-reitorias, permitindo que problemas antigos se agravem enquanto estudantes seguem sofrendo as consequências.
A falta de pulso da atual reitoria criou um ambiente de desorganização administrativa e insegurança institucional. Quando os problemas chegam ao ponto de ganhar repercussão estadual e motivar denúncias em órgãos de fiscalização, fica evidente que a crise deixou de ser apenas interna.
A UFMA precisa voltar a ser uma universidade comprometida com permanência estudantil, dignidade e respeito à comunidade acadêmica. E isso exige uma gestão presente, responsável e preparada para enfrentar os problemas de frente, algo que infelizmente a atual administração tem demonstrado não conseguir realizar.













