A poucos dias do início do recesso parlamentar, o Congresso Nacional acumula pendências em votações consideradas estratégicas. Entre elas estão a PEC 6×1, que reduz a jornada de trabalho, e o projeto que criminaliza a misoginia, ambos sem previsão de análise antes da pausa legislativa.
A proposta de redução da carga horária semanal já passou pela Câmara dos Deputados, mas permanece parada no Senado. A ausência de encaminhamento para a Comissão de Constituição e Justiça impede qualquer avanço imediato, empurrando a discussão para o segundo semestre.
Enquanto isso, o projeto que tipifica a misoginia como crime ainda não entrou na pauta da Câmara, mesmo com urgência aprovada. A expectativa de votação nesta semana não se confirmou até o momento, refletindo divergências entre parlamentares sobre o conteúdo da proposta.
Além disso, a Medida Provisória 1.343/2026, conhecida como MP do Frete, enfrenta risco iminente de perder validade. A medida prevê multas que podem chegar a R$ 1 milhão para empresas que desrespeitarem o piso mínimo do frete, além de alterações controversas, como anistias relacionadas a infrações passadas.
Diante desse cenário, Câmara e Senado priorizam outras matérias, deixando temas sensíveis fora da agenda imediata. Com isso, decisões importantes ficam adiadas, aumentando a expectativa para o retorno dos trabalhos legislativos.













