Mesmo após avanços nas negociações conduzidas pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a greve dos trabalhadores rodoviários de São Luís pode não chegar ao fim de forma imediata. O alerta foi feito por Álvaro Pires, que parabenizou o empenho e a condução do desembargador Gerson de Oliveira durante as audiências que buscam encerrar o movimento paredista.
Segundo Álvaro, apesar da condução firme do magistrado e do esforço para garantir uma solução institucional para o impasse, os ônibus ainda não devem sair das garagens, uma vez que a Prefeitura de São Luís não teria apresentado as planilhas de custos do sistema nem oferecido proposta concreta para assegurar o reajuste salarial reivindicado pelos rodoviários.
Ele destacou que, diferentemente da MOB (Agência Estadual de Mobilidade Urbana), a gestão municipal não apresentou documentos técnicos que possam embasar os números discutidos nas audiências no TRT, o que, na avaliação dele, dificulta qualquer avanço definitivo nas negociações.
Álvaro Pires também criticou o histórico recente da administração municipal, classificando o atual cenário como mais uma crise no transporte público e apontando que esta seria a nona greve registrada durante a gestão do prefeito Eduardo Braide. Para ele, a Prefeitura tem se limitado a acusações públicas e gravação de vídeos, sem apresentar dados concretos que comprovem irregularidades ou inconsistências no sistema, especialmente em relação aos custos operacionais das empresas e à viabilidade financeira do reajuste salarial.
A paralisação prolongada do transporte coletivo continua afetando diretamente milhares de usuários, principalmente trabalhadores e estudantes que dependem dos ônibus para se deslocar diariamente.
Álvaro Pires afirmou que, sem diálogo efetivo por parte da Prefeitura e sem apresentação das planilhas para confrontar os números debatidos no TRT, o movimento tende a se arrastar, tornando ainda mais grave o impacto social e econômico na capital maranhense.
“A população de São Luís é quem mais sofre. Sem transparência e sem proposta concreta, dificilmente teremos um final feliz”, reforçou. A expectativa agora é que novas rodadas de negociação sejam realizadas nos próximos dias para tentar destravar o impasse e garantir a retomada do transporte público na cidade.













