O Sindicato dos Docentes da Universidade Estadual do Maranhão (SINDUEMA) divulgou uma nota pública em defesa da democracia, da transparência e da isonomia no processo eleitoral que definirá a nova gestão da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) para o quadriênio 2026-2030. A manifestação ocorre em meio a críticas ao formato e ao calendário adotados para a escolha de reitor e vice-reitor da instituição.
De acordo com a entidade, o edital que regulamenta a eleição foi publicado no dia 20 de julho, durante o período de férias acadêmicas, estabelecendo um prazo de apenas sete dias corridos para inscrição de chapas. O período, encerrado em 27 de julho, é considerado insuficiente para a articulação de candidaturas, construção de alianças e apresentação de propostas à comunidade universitária.
O sindicato também questiona o intervalo reduzido entre a publicação do edital e a data da votação, marcada para 14 de setembro. Para o SINDUEMA, o prazo inferior a dois meses compromete o debate democrático e limita a participação efetiva de professores, estudantes e servidores técnico-administrativos.
Outro ponto levantado na nota diz respeito a possíveis inconsistências entre o edital e o Estatuto da universidade. A entidade destaca que, enquanto a norma institucional prevê o afastamento de ocupantes de cargos comissionados 90 dias antes da eleição, o edital permite a permanência desses gestores durante o processo eleitoral, o que, segundo o sindicato, pode afetar a igualdade de condições entre os candidatos.
A aprovação da data do pleito pelo Conselho Universitário (CONSUN) também foi alvo de críticas. A decisão ocorreu por margem apertada, com 14 votos favoráveis e 13 contrários, em reunião sem a participação de representantes estudantis, o que, na avaliação do SINDUEMA, fragiliza a legitimidade do processo.
Além disso, o sindicato reforça a defesa do voto paritário nas eleições universitárias, com divisão igualitária de peso entre docentes, estudantes e técnicos administrativos. Atualmente, o modelo vigente atribui maior peso aos professores, o que, segundo a entidade, compromete o equilíbrio na representação dos diferentes segmentos da comunidade acadêmica.
Na nota, o SINDUEMA também cobra o cumprimento rigoroso das normas institucionais, a garantia de igualdade entre as chapas concorrentes e a adoção de urnas eletrônicas da Justiça Eleitoral como forma de assegurar maior confiabilidade e transparência ao processo.
Por fim, a entidade alerta para os riscos de se definir etapas importantes do calendário eleitoral durante o recesso acadêmico, destacando que a medida pode reduzir o engajamento da comunidade universitária e prejudicar o debate necessário para a escolha da nova gestão da UEMA.














