O Brasil celebra nesta terça-feira (28) o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, data que marca o auge da campanha Julho Amarelo. A mobilização tem como foco conscientizar a população sobre doenças que, apesar de graves, muitas vezes evoluem sem sintomas.
As hepatites virais são causadas por diferentes tipos de vírus e provocam inflamação no fígado. No país, os tipos A, B e C são os mais comuns. A ausência de sinais no início da infecção é um dos principais desafios, já que dificulta o diagnóstico precoce.
Especialistas alertam que, quando não tratadas, essas doenças podem se tornar crônicas e levar a complicações como cirrose e câncer hepático. Em casos mais graves, pode ser necessário até mesmo o transplante de fígado.
A prevenção é apontada como o principal caminho para reduzir os casos. A vacinação, disponível no sistema de saúde, é recomendada especialmente para grupos mais vulneráveis. Além disso, medidas de higiene, uso de preservativos e cuidados com objetos perfurocortantes são fundamentais.
A realização de testes é outra estratégia essencial. A recomendação é que toda a população faça pelo menos um exame para hepatites B e C ao longo da vida, principalmente pessoas acima dos 40 anos ou com fatores de risco.
A campanha também chama atenção para a importância do acompanhamento durante a gestação. As hepatites B e C podem ser transmitidas da mãe para o bebê, tornando indispensáveis os exames no pré-natal.
Com metas de eliminação das hepatites virais até 2030, o Brasil intensifica esforços para ampliar o diagnóstico, garantir tratamento e promover a prevenção em todo o território nacional.














