O pré-candidato ao governo do Maranhão e dirigente nacional do PSOL, Enilton Rodrigues, afirmou em entrevista à TV Mirante que o partido decidiu não avançar na proposta de federação com o Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar da decisão, a legenda seguirá dialogando com outras siglas do campo progressista no estado.
De acordo com Enilton, a posição foi definida durante reunião da direção nacional do partido e não altera a estratégia política do PSOL no Maranhão. Segundo ele, a sigla mantém o plano de disputar as eleições estaduais com candidatura própria ao governo.
Durante o encontro, o diretório nacional aprovou três pontos principais: o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva já no primeiro turno das eleições presidenciais, a renovação da federação partidária com a Rede Sustentabilidade e a rejeição da proposta de federação com o PT. A aliança com o partido foi rejeitada por 76% dos votos dos dirigentes nacionais.
No Maranhão, o PSOL já iniciou a organização de sua chapa para a disputa eleitoral. Além da pré-candidatura de Enilton Rodrigues ao governo do estado, a legenda também pretende lançar candidatura ao Senado com o nome de Antônia Cariombo.
Mesmo sem a federação com o PT, Enilton destacou que o partido mantém diálogo com outras legendas de esquerda, como o próprio PT, o PCdoB, o PV e o PSB. Segundo ele, a orientação é fortalecer alianças programáticas sem abrir mão da autonomia política da sigla no estado.
O dirigente também afirmou que o PSOL não pretende firmar alianças com grupos ligados ao bolsonarismo e seguirá construindo um programa próprio de governo. Entre as propostas defendidas pelo partido estão a implantação da tarifa zero no transporte público, a valorização dos servidores e a ampliação das políticas públicas.
Por fim, Enilton ressaltou que a legenda considera importante a unidade das forças de esquerda, mas avalia que possui condições de disputar o governo do Maranhão de forma independente. Ele afirmou ainda que o PSOL gostaria de contar com o apoio do presidente Lula no estado, embora reconheça que a decisão dependerá das articulações políticas em nível nacional.













