Febre alta, tosse seca, conjuntivite e manchas vermelhas pelo corpo estão entre os principais sinais do sarampo, doença altamente contagiosa que voltou a preocupar as autoridades brasileiras em 2026.
O Ministério da Saúde emitiu, em junho, um alerta sobre o risco de reintrodução do vírus no país devido ao intenso fluxo de viajantes durante a Copa do Mundo. O cenário epidemiológico das Américas, marcado pela alta transmissibilidade da doença, também contribuiu para o alerta.
Em São Paulo, os casos confirmados chegaram a pelo menos 23 em 2026, segundo a Secretaria de Saúde estadual.
Os primeiros sintomas podem se parecer com os de outras doenças virais. Entre os sinais mais comuns estão febre superior a 38,5°C, tosse seca, irritação nos olhos e sensação intensa de mal-estar.
Depois de aproximadamente três a cinco dias, surgem as características manchas avermelhadas. Elas aparecem inicialmente no rosto e atrás das orelhas e, posteriormente, avançam para outras regiões do corpo.
A febre que permanece por vários dias merece atenção especial, principalmente quando o paciente é uma criança menor de 5 anos.
O vírus do sarampo é transmitido de pessoa para pessoa por meio de partículas respiratórias liberadas ao tossir, espirrar, falar ou respirar.
A pessoa infectada pode transmitir o vírus desde seis dias antes do aparecimento das manchas até quatro dias após o surgimento delas. Por isso, a identificação rápida dos casos é importante para reduzir a circulação da doença.
O diagnóstico pode ser feito inicialmente a partir da avaliação clínica dos sintomas. Entretanto, a confirmação laboratorial é considerada a forma ideal de investigação.
Para isso, podem ser coletadas amostras de sangue e secreções da orofaringe ou nasofaringe, além de urina.
Diante de sintomas compatíveis, a orientação é procurar atendimento médico e evitar a automedicação.
Não existe medicamento específico capaz de eliminar o vírus do sarampo. O tratamento busca aliviar os sintomas e evitar ou tratar complicações.
Nos casos sem complicações, são importantes a hidratação, o suporte nutricional e medidas para controlar a febre. Antibióticos não devem ser utilizados de forma rotineira e só são indicados quando houver orientação médica diante de infecções bacterianas secundárias.
Apesar da possibilidade de complicações graves, o sarampo pode ser prevenido por meio da vacinação.
Pneumonia, otite e encefalite estão entre as complicações que podem ocorrer após a infecção. Em crianças pequenas, os quadros graves podem levar à hospitalização, sequelas permanentes e até à morte.
Por isso, manter a vacinação atualizada é fundamental para reduzir o risco individual e impedir a disseminação do vírus na população.














