A denúncia do suplente de vereador Carioca (PRTB) – que teve seu material de campanha apreendido ontem (01/10/2018) pela Polícia Civil, no que considerou uso político das forças policiais do Estado (saiba mais) – remete a um recente escândalo envolvendo a Polícia Militar do Maranhão (PMMA) e o governo Flávio Dino.
Em abril, foram revelados documentos internos da corporação – ofícios e memorandos – detalhando ordens para que os comandos de policiamento do interior identificassem e catalogassem lideranças de oposição ao governador que pudessem causar “embaraço ao pleito eleitoral” (relembre).
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Documento da Secretaria de Segurança Pública maranhense determina identificação de políticos opositores ‘ao município’ ou ao ‘Estado’ que possam ‘causar embaraços no pleito eleitoral’ e ainda manda transferir policiais envolvidos com política. foto e matéria: ESTADÃO |
O “Escândalo da Espionagem”, como ficou conhecido, acabou provocando uma sindicância interna – que isentou o Comando-Geral da PMMA e o próprio Executivo, é claro (reveja) -, além de uma investigação à parte, instaurada pela Procuradoria Regional Eleitoral no Maranhão (PRE-MA).
Apesar da gravidade do caso e pressão da oposição, no entanto, até a semana passada, segundo a própria PRE-MA, “não houve conclusão no caso dos ofícios expedidos pelos comandantes da PM”.
Já no caso de Carioca, mesmo sem decisão judicial, a polícia apreendeu material de campanha regularmente editado e produzido, com identificação tanto do CNPJ da campanha, quanto da gráfica que rodou os panfletos.
Por gilbertoleda
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