Por: O Imparcial

O último relatório que incluiu o volume de rejeitos do
Fundão – até o desastre considerada uma estrutura segura – ocorreu em 2013.
Naquele ano, constava no cadastro que a barragem comportava 2,65 milhões de
metros cúbicos de areia, lama e detritos de minério. Contudo, a própria Samarco
admitiu que um VOLUME 20 VEZES maior – 55 milhões de metros cúbicos – vazou da
represa após sua ruptura. Santarém, que fica abaixo e retinha apenas água,
aparece com 14,5 milhões de metros cúbicos até 2011, data da última atualização
no sistema de controle estadual. Apesar de constar como saturada, a Barragem de
Germano – também afetada e que passa por obras estruturais para impedir sua
ruptura – consta com volume de 45 milhões de metros cúbicos no relatório de
2013, apesar de ter a capacidade de 70 milhões, volume que configura saturação.
No que diz respeito à altura das barragens, os dados também
estão incompletos e os que existem são confusos. Para se ter uma ideia, em
2013, a altura de Fundão registrada no cadastro estadual era de 80 metros,
enquanto técnicos do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) aferiram
130 metros em vistoria ao local. Santarém, que em 2009 passou de 29 metros para
53 metros, voltou a apresentar 29 metros em 2012 e depois subiu para 32 metros
em 2013, sendo que nunca houve registros de redução do barramento ou de
desabamentos antes do acidente.
Plano emergencial
O DNPM fez duas fiscalizações no complexo da Alegria, onde
estão instaladas as barragens de Germano, Santarém e Fundão, em 2012 e 2013. Na
primeira, os fiscais tiveram de elaborar um plano de segurança com inspeções de
15 em 15 dias e realizar um grande laudo anual em que constasse a situação de
estabilidade das barragens. Segundo fontes do departamento, todas essas etapas
foram cumpridas e uma declaração de estabilidade foi firmada por um engenheiro
independente, com assinatura de responsabilidade técnica ligada ao Conselho
Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG).
No ano seguinte, exigiu-se a formulação de um plano de ação
emergencial para o caso de ruptura das barragens. De acordo com essas fontes do
DNPM, a Samarco apresentou os planos, mas uma das linhas de investigação sobre
o acidente apura justamente se as medidas foram postas em prática, o que até o
momento ainda não foi confirmado. Nem mesmo pela empresa, que se limitou a
declarar, por meio de seu presidente, Ricardo Vescovi, que o plano foi iniciado
assim que ocorreu o rompimento, mas que o histórico do que foi feito ainda não
foi esclarecido.
O Estado de Minas entrou em contato com a Samarco para que
se pronunciasse sobre a falta de informações no cadastro de suas barragens, mas
até o fechamento desta edição a empresa não se manifestou. Também não foi
detalhado pela mineradora quais eram as etapas e procedimentos do plano de ação
emergencial que deveria ter entrado em operação com o acidente.
esperamos que tudo isso possa ser resolvido , temos que apoiar a aqueles que precisam e o nossa estado tomou essa iniciativa de ajudar .. aplaudimos de pé essa iniciativa
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