Por: O Imparcial

Bastidores da sucessão
Para Valente e uma fonte ligada à Mesa Diretora, um nome com viabilidade deveria reunir duas características: ser do PMDB e ter bom trânsito entre os colegas. O PT tende a apoiar a escolha peemedebista, depois de ver o quanto foram amargas as derrotas por tentar se opor a Cunha na eleição passada. Mas identificar esse quadro na legenda de Michel Temer não é algo simples.O líder dos peemedebistas na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), se desgastou com a base ao assumir uma posição extremamente governista, avaliam os colegas de dentro e de fora do partido. Ele também queimou a largada tem dito que continuará no cargo”, lembrou Picciani, na terça à tarde. “A bancada defende o contraditório e o princípio da ampla defesa.” O líder afirma que a substituição de Cunha não é discutida oficialmente, mas há apenas “conversas esparsas”.Outra possibilidade seria Lelo Coimbra (ES). O parlamentar cresceu na bolsa de apostas dos colegas, mas despista ao tratar do tema. Jarbas Vasconcelos (PE) é bem quisto pela oposição, mas avalia-se não ter todo o apoio necessário, especialmente na base governista.Fora do PMDB, as possibilidades giram em torno de Miro Teixeira (Rede-RJ). Por pertencer a um partido independente e ser o parlamentar mais experiente em atividade na Câmara, com 11 mandatos, ele poderia agradar governistas e oposicionistas, e ainda ter o respaldo do tempo de Casa.Outra opção é Júlio Delgado (PSB-MG), que já disputou duas eleições e sempre consegue boas votações. Mas ele despista. “Não coloco nem retiro minha candidatura”, avisou. “Eu não quero falar disso, temos que pensar na imagem do parlamento. Agora quem assumiria é o vice Waldir Maranhão. Depois, a gente vê. Eleição é outro processo.” Ele admite ter recebido cerca de 20 ligações de colegas de vários partidos questionando-o sobre o tema, no fim de semana.
Nenhum comentário:
Postar um comentário